Prefeito de Toledo defende ação conjunta para ampliar recursos da saúde

A Defesa do Prefeito por Articulação Política

Em uma recente Assembleia Extraordinária do Consórcio de Saúde dos Municípios do Oeste do Paraná (Consamu), realizada em Maripá, o prefeito de Toledo, Mario Costenaro, solicitou um esforço conjunto entre prefeitos e representantes da bancada de deputados estaduais e federais. A intenção é aumentar a participação financeira dos governos Estadual e Federal nos serviços de saúde pública. Costenaro levantou questões importantes sobre a atual distribuição de responsabilidades e recursos financeiros disponíveis para os municípios, que frequentemente enfrentam desafios na manutenção de serviços de saúde regionalizados.

O Orçamento do Consamu para 2027

O orçamento aprovado para o Consamu para o ano de 2027 é de R$ 89,2 milhões. Desses, aproximadamente R$ 55,609 milhões virão da contribuição direta de 43 municípios consorciados, representando assim 62,34% do total. O restante do orçamento será suprido pela União, que deve arrecadar cerca de 20,15%, e as fontes restantes que contribuirão com os 17,51% restantes. Esse cenário atual reafirma a necessidade de uma análise crítica do modelo de financiamento na saúde, conforme apontado por Costenaro.

Transferência de Responsabilidades aos Municípios

Mario Costenaro expressou preocupação com a crescente transferência de responsabilidades dos governos Estadual e Federal para os municípios, sem a correspondente adequação nas receitas. Essa dinâmica pode impactar negativamente a sustentabilidade financeira das prefeituras e a qualidade dos serviços prestados à população. O prefeito ressaltou a urgência em unir esforços para evitar a sobrecarga das administrações municipais, enfatizando que a falta de resiliência financeira pode levar a um cenário crítico para a saúde pública.

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Desafios do Financiamento da Saúde Pública

Na assembleia, o diretor administrativo do Consamu, Marciano Schmitt, apresentou os principais desafios enfrentados no custeio dos serviços de urgência e emergência. Schmitt destacou a necessidade de revisar a estrutura de financiamento existente, uma vez que a demanda por serviços de saúde tem crescido. As limitações orçamentárias impostas pelas administrações municipais dificultam a capacidade de resposta a emergências e de manutenção de um atendimento de qualidade.



Impactos da Baixa Participação Federal

Thiago Daross Stefanello, presidente do Consamu e prefeito de Corbélia, também abordou a questão da participação do governo federal no financiamento. Segundo ele, uma portaria estabelece que a União deveria arcar com 50% do custeio dos serviços de urgência e emergência, no entanto, atualmente, a contribuição federal gira em torno de 20%. Essa discrepância cria um desequilíbrio que precisa ser corrigido para garantir a efetividade dos serviços.

A Mobilização dos Prefeitos do Oeste do Paraná

A necessidade de uma articulação política é vital na busca por uma solução que beneficie os municípios. Costenaro pede que os prefeitos do Oeste do Paraná se unam para pressionar o governo federal em busca de uma participação mais significativa no financiamento dos serviços de saúde. Ele enfatiza que a saúde é uma responsabilidade compartilhada entre todos os níveis de governo e que o financiamento deve seguir esse princípio.

A Importância de Reviver o Modelo de Financiamento

A revisão do modelo atual de financiamento público é uma questão crucial. Costenaro argumentou que as administrações municipais precisam de um sistema mais equilibrado, onde a distribuição de responsabilidades e recursos seja feita de maneira justa. Essa mudança é essencial para que os municípios consigam prestar serviços de saúde de qualidade, sem comprometer suas finanças.

Visão Geral do Consórcio de Saúde

O Consamu, através de seu orçamento, visa garantir a continuidade e qualidade dos serviços de urgência e emergência prestados a 43 municípios consorciados. A estrutura de financiamento, atualmente, coloca os municípios como os principais responsáveis pelos recursos, o que enfatiza ainda mais a necessidade de um redesenho nas políticas públicas que regem a saúde no Brasil.

A Necessidade de Sustentabilidade nas Administrações

As administrações municipais, conforme mencionado por Costenaro, querem continuar oferecendo serviços de qualidade à população, mas precisam de um suporte financeiro que permita o cumprimento das novas responsabilidades. A sustentabilidade das gestões públicas deve ser uma prioridade, já que a saúde é um direito de todos e um pilar fundamental para o bem-estar da sociedade.

Propostas para a Ampliação de Recursos

O prefeito de Toledo propõe que haja um esforço conjunto não apenas dos prefeitos, mas também da sociedade civil e dos parlamentares, para discutir e implementar melhorias no financiamento da saúde. A união de esforços pode ser a chave para reverter situações críticas e garantir que os serviços de saúde pública continuem a atender a população com excelência.

O diálogo entre as partes interessadas, bem como a mobilização de toda a comunidade, é o primeiro passo para que os desafios enfrentados pelo sistema de saúde possam ser superados. As propostas devem ser construídas com base na realidade das administrações municipais e nas necessidades dos cidadãos.



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