O que aconteceu com a produtora de tilápias
No último sábado, 7 de março de 2026, uma produtora de tilápias localizada em Toledo, no oeste do Paraná, enfrentou uma grave crise. A perda de aproximadamente 30 toneladas de peixes ocorreu quando os aeradores, equipamentos essenciais para a oxigenação dos tanques, deixaram de funcionar durante a madrugada. Essa falha resultou em um prejuízo estimado em R$ 250 mil.
Impacto financeiro da perda de tilápias
A morte dos peixes trouxe consequências financeiras severas para a família Marchioro, que depende da piscicultura como principal fonte de renda. Com a produção quase pronta para entrega a um frigorífico, a situação se torna ainda mais angustiante. O valor de R$ 250 mil representa não apenas um golpe imediato no caixa da produtora, mas também um impacto prolongado nas operações futuras, visto que uma recuperação pode levar anos.
Falhas de energia e suas consequências
Segundo a produtora, Élida Marchioro, as dificuldades começaram com oscilações de energia que foram registradas na propriedade. A tensão instável ocasionou a queima do painel elétrico responsável pela ativação dos aeradores, levando à falta de oxigênio no ambiente aquático. Essa situação crítica culminou na morte dos peixes, demonstrando a fragilidade da infraestrutura elétrica de propriedades que dependem de equipamentos elétricos para a sobrevivência dos animais.
Depoimento da produtora Élida Marchioro
Em entrevista para a RPC, afiliada da TV Globo, Élida relatou a dor da perda: “Os peixes estavam quase prontos para ir ao frigorífico, cada um pesando cerca de 1 quilo. Essa é uma parte da nossa vida e agora foi tudo embora devido a um problema elétrico que está fora do nosso controle”. Ela ainda destacou que situações semelhantes já ocorreram anteriormente, afetando gravemente a criação.
A importância da oxigenação para a piscicultura
A oxigenação adequada é crucial para a saúde e o crescimento dos peixes. Os aeradores desempenham um papel vital, garantindo que a água se mantenha oxigenada o suficiente para o desenvolvimento saudável dos organismos aquáticos. Sem este suporte, peixes podem rapidamente entrar em estresse, resultando na mortalidade em massa, como evidenciado pelo evento trágico que vitimou a produção da família Marchioro.
A posição da Copel sobre o ocorrido
A Companhia Paranaense de Energia (Copel) emitiu uma nota afirmando que não houve registros de falta de energia ou oscilações na rede elétrica que pudesse ter ocasionado a situação. Para a Copel, a responsabilidade recai sobre a manutenção e possível falha interna na propriedade da família. Técnicos da companhia estiveram no local para investigar a situação e confirmaram a ausência de problemas na rede geral de distribuição.
Consequências para a família Marchioro
A perda não só afeta a questão monetária, mas também a saúde emocional da família. Élida e seu marido, Ivanir Marchioro, explicaram que a piscicultura é o sustento da casa e a morte dos peixes representa não apenas um desastre econômico, mas também um ataque ao sonho cultivado ao longo de anos de trabalho. O estresse e a frustração a respeito das falhas recorrentes têm sido desgastantes, e as consequências legais ou reparações financeiras permanecem incertas.
Possíveis medidas para evitar perdas futuras
Diante da recorrência de problemas elétricos nas operações da família, surgem questões sobre a continuidade da produção. Medidas podem incluir a instalação de sistemas de backup de energia, como geradores, além da contratação de serviços de manutenção elétrica regular que poderiam detectar problemas antes que causassem danos irreparáveis. É essencial que os produtores rurais ampliem seu conhecimento sobre a gestão de risco para operar de forma mais segura.
Experiências passadas com problemas elétricos
Élida compartilhou que este não é o primeiro incidente desse tipo; há cerca de dois anos, uma falha elétrica semelhante custou a vida de 50 toneladas de peixes em sua propriedade. A frustração em relação à falta de indenização a partir desses eventos tem sido uma preocupação constante. A produtora expressou: “Já é a terceira vez que enfrentamos essa situação. A última ocorreu quando ficamos sem luz por mais de 72 horas, e nunca recebemos um centavo de ressarcimento”.
Reflexões sobre a segurança na aquicultura
A situação enfrentada pela família Marchioro ilustra a vulnerabilidade do setor de aquicultura diante de falhas de infraestrutura. Com a crescente demanda por alimentos, é crucial que a indústria desenvolva soluções tecnológicas e regulatórias que garantam a segurança nas operações. A comunicação entre as empresas de energia e os produtores também é vital para garantir que tais crises sejam minimizadas no futuro.


